REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO Nº, DE 2021 (Da Sra. Deputada CHRIS TONIETTO)




Solicita ao Excelentíssimo Ministro da Saúde informações a respeito das vacinas ofertadas para imunização contra o coronavírus no contexto da pandemia de COVID-19.

Senhor Presidente,

Com fundamento no art. 50, § 2º, da Constituição da República e nos artigos 115, I e 116, ambos do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, solicito à Vossa Excelência que seja encaminhado ao Excelentíssimo Ministro da Saúde, Sr. Marcelo Queiroga, pedido de informações a respeito das vacinas ofertadas para imunização contra o coronavírus no contexto da pandemia de COVID-19.

Apresentamos, portanto, os seguintes questionamentos referentes ao tema:

1- Quais as fontes de informação consultadas pelo Ministério da Saúde para o conhecimento e divulgação dos possíveis riscos associados à aplicação de vacinas contra a COVID-19?

2- Qual o veículo de informação oficial do Ministério da Saúde para fins de divulgação dos riscos e dos eventos adversos das vacinas até então adotadas pelo Brasil para imunização contra a COVID-19?

3- Existem estudos do Ministério da Saúde a respeito da eficácia das vacinas ministradas no Brasil em relação às diversas cepas da COVID-19? E quanto à chamada variante Delta, em especial, à qual é atribuída uma maior transmissibilidade e uma mais alta periculosidade, quais os estudos adotados pelo Ministério?

4- De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde, e presentes em relatórios de agências de vigilância européias (EudraVigilance), e norte-americanas (VAERS), milhares de ocorrências de patologias cardíacas – especialmente miocardite e pericardite – em indivíduos recentemente vacinados foram observadas. Que medidas preventivas pode adotar o Ministério da Saúde, para evitar a ocorrência desses efeitos colaterais?

5- Diversas denúncias, nos últimos meses, têm sido divulgadas pela imprensa a respeito da aplicação de vacinas vencidas[1] – potencialmente nocivas, e cuja eficácia é obviamente comprometida – em vários estados brasileiros. O Ministério da Saúde dispõe de estatísticas que estimem a quantidade de vacinas vencidas que foram ministradas? Quais as medidas tomadas pelo Ministério para evitar esse desperdício potencialmente danoso?

6- Por conta de restrição adotada pela União Européia em 16 de março de 2021, brasileiros que receberam a vacina CoronaVac, elaborada pelo Instituto Butantan em colaboração com a biofarmacêutica chinesa Sinovac, têm sido impedidos de transitar por países europeus. Qual a posição do Ministério da Saúde em relação às razões alegadas para esta atitude, e quais as perspectivas de mudança deste quadro?

7- Qual a posição do Ministério da Saúde em relação aos chamados “passaportes sanitários”, que podem restringir a circulação de cidadãos brasileiros dentro do próprio território nacional e cercear suas liberdades individuais, por conta da vacinação contra a

COVID-19?

8- A vacina AstraZeneca, de procedência britânica e aplicada no Brasil – que utiliza adenovírus vivos para promover a imunização – apresentou eventos adversos em diversos indivíduos desde o início de sua aplicação no Reino Unido e em outras nações européias, chegando a ser recolhida em 20 países por conta de ocorrências de trombose e trombocitopenia em vacinados com o imunizante. O Ministério da Saúde dispõe de dados a respeito da ocorrência desses problemas em território nacional?

9- Segundo estudo epidemiológico do Prof. John Ioannidis, da Universidade de Stanford, EUA, a taxa de sobrevivência à COVID-19 é de 99,9973 % na faixa etária de 0 a 19 anos. Há real justificativa de ampliar a campanha de vacinação em massa para a população de adolescentes e crianças brasileiras?

10- O Ministério da Saúde recomenda a vacina Comirnaty da empresa Pfizer/BioNTechpara grávidas e adolescentes no Brasil, tendo informado e garantido sobre sua segurança, que também foi validada pela Anvisa, órgão que concedeu registro definitivo ao produto em território brasileiro no dia 23 de fevereiro de 2021 No entanto existe um estudo DART, publicado em 19 de fevereiro de 2021, que demonstra a ocorrência de malformações em fetos de ratas grávidas vacinadas com o produto da Pfizer /BioNTech, acessível no website da Agência Europeia de Medicamentos[2] (European Medicines Agency, EMA), no qual foram evidenciados alguns casos de gastrosquise, malformação da parede abdominal deixando as vísceras (alças intestinais) de fora, Malformações de boca / mandíbula, Malformações do arco aórtico direito, Malformações das vértebras cervicais. O Ministério da Saúde teve conhecimento deste estudo, que suscita dúvidas importantes em relação à segurança, em especial sobre questões de genotoxicidade (danos ao material genético) e teratogenicidade (riscos de malformações), ANTES de atestar sobre a segurança do produto e recomendar a aplicação em massa em adolescentes e grávidas?

11-O Ministério teve acesso aos estudos da Pfizer em Toledo (Paraná), da AstraZeneca em Botucatu (São Paulo) e da CoronaVac em Serrana (São Paulo)?

JUSTIFICAÇÃO

Consoante mencionado no Ofício direcionado a Vossa Excelência em 1º de setembro – pendente de resposta –, no dia 30 de agosto de 2021, no âmbito da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, foi realizada audiência pública a fim de debater sobre o Projeto de Lei nº 4.998, de 2020, o qual “altera a Lei nº 6.259, de 30 de outubro de 1975, que dispõe sobre o Programa Nacional de Imunizações, para instituir a carteira de vacinação digital”, originário do Senado Federal, e respectivos apensos e proposições correlatas.

A referida audiência contou com a participação dos seguintes médicos e especialistas:

1) PROFESSOR HERMES RODRIGUES NERY - Especialista em Bioética pela PontifíciaUniversidade Católica do Rio de Janeiro e Coordenador Nacional do Movimento Legislação e Vida;

2) DRA. AKEMI SCARLET SHIBA - Médica psiquiatra;

3) DRA. GIOVANNA LARA - PhD Material Science and Technology, com Bacharelado emCiências Biológicas (PUC-MG), Mestrado em Engenharia Biomédica (University of

Calgary/Canadá) e Doutorado em Ciência e Tecnologia de Materiais (Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear);

4) DRA. MARIA EMÍLIA GADELHA SERRA - Médica, com Mestrado pela UniversidadeFederal de São Paulo (UNIFESP);

5) DR. JOSÉ NASSER - Médico pela UFF, Especialista em Neurologia pela UFF e ABN

Especialista em Neurocirurgia pela SBN, Mestre e Doutor em Ciências pela UNIFESP,

Professor Afiliado da Columbia University – USA, Professor da PUC-RIO, Pós-graduação em Psicologia e Membro do CNS, AANS, WFNS, WSSFN;

6) DR. PAOLO ZANOTTO - Professor Doutor da Universidade de São Paulo, com experiênciana área de microbiologia, com ênfase em virologia, atuando principalmente nos seguintes temas: evolução de flavivírus, baculovírus, filogenia viral, arboviroses emergentes e filogenia molecular. Graduado em Biologia pela Universidade de São Paulo (1981), com Mestrado em Molecular Virology (University of Florida, 1990) e Doutorado em Virologia (University of Oxford, 1995).

Diante de tudo o que foi exposto na audiência pública supracitada, diversas preocupações foram suscitadas no tocante à vacinação contra o coronavírus, motivo pelo qual apresento, portanto, os questionamentos acima elencados, os quais têm por objetivo melhor elucidar a questão.



Assim sendo, o presente Requerimento visa solicitar informações a respeito das vacinas ofertadas para imunização contra o coronavírus no contexto da pandemia de COVID-19, sobretudo diante das inúmeras denúncias veiculadas por diversos meios de comunicação e que são relacionadas a supostos eventos adversos dessas vacinas, da insuficiência de informações oficiais sobre esses efeitos, e da iminente ameaça de implantação do “passaporte sanitário”.


Considerando a relevância do tema e a insuficiência de informações oficiais acerca dos dados relativos à vacinação contra a COVID-19, solicito, respeitosamente, a Vossa Excelência que responda aos questionamentos acima elencados.

Sala das Sessões, 27 de setembro de 2021.

Deputada CHRIS TONIETTO PSL/RJ


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